Falar de Amor, saber amar

O AMOR, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p’ra ela,
Mas não sabe lhe falar.

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Ana Cláudia Ferreira de Oliveira 26/03/2011 No Responses

Jogadores Patológicos

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(…) “”Ele entra naquele recinto escuro e logo se senta à mesa que já está composta por outros colegas. O baralho corre de mão em mão. As apostas começam singelas, mas chega num ponto em que o frenesi do desafio toma conta dos jogadores e a aposta passa a ser sinônimo de loucura. Jogos de azar são mesmo tentadores e traiçoeiros, pensou aquele homem de meia idade que havia acabado de se sentar à mesa. Enquanto pensava, ao mesmo tempo, mais uma parte de sua vida de trabalho ficava na mesa de jogos. Aquele homem que entrou com tanto na sala acabava de perder outro tanto em um segundo. Sorte de quem ganhou, azar de quem perdeu.

Essa história é fictícia, mas acontece em todos os cantos do mundo levando famílias a situações econômicas precárias e jogadores ao desespero. Não são somente as drogas lícitas e ilícitas as únicas capazes de viciar.
Na última reportagem da Série Especial sobre Vícios, a Nova Regional/Folha da Cidade traz uma entrevista com a psicóloga Ana Cláudia Ferreira de Oliveira que explica que o jogo pode ser patológico quando atinge a qualidade de vida dos jogadores.”” (…)

Ana Cláudia Ferreira de Oliveira 26/03/2008 No Responses

Corpo e Dualidade

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Padecemos da escravidão que nos impõe o fato de não termos senão um só corpo. O homem civilizado não consegue aceitar os limites constantemente fixados por esta corporalidade exclusiva. A necessidade de desafiar a finitude por ela decretada é constante. A ilusão de superá-la permanente. E no entanto, como já foi dito, ‘a anatomia é o destino’.

O corpo cumpre indefectivelmente sua parábola vital independente de nossos desejos. Ali está quando, na infância, começamos a reconhecê-lo, continua estando ali quando, desgastado e murcho, já não queremos reconhecê-lo nem ele nos reconhecer. O corpo, no entanto, se obstina em nos impor a dura evidência da nossa morte. A crucial simultaneidade entre seu fim e o nosso.”

Fonte: O Dualismo – Estudo sobre o retrato de Dorian Gray. Eduardo Kalina e Santiago Kovadloff. Tradução: Oswaldo Amaral. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1989.

Ana Cláudia Ferreira de Oliveira 26/01/2008 No Responses